quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Museu lança busca pelos fragmentos das últimas histórias do Holocausto

Instituição já tem 140 milhões de páginas de documentação e milhares de artefatos relacionados ao Holocausto

O Museu do Holocausto de Jerusalém lançou uma campanha para recuperar os móveis e utensílios dos últimos sobreviventes da barbárie nazista, por ocasião do dia nacional em lembrança às vítimas do genocídio.
Sob o nome de "Recolhendo os fragmentos" a instituição, também conhecida como Yad Vashem, pretende colher documentos pessoais, diários, fotos, artefatos e trabalhos artísticos do período do Holocausto (1939-1945).
Trata-se de recuperar não só os objetos relacionados com a "Shoah" (Holocausto em hebraico), mas as histórias que jazem por trás de cada um deles e que, por enquanto, só os sobreviventes ou seus familiares conhecem.
"Buscamos todo tipo de objeto que os sobreviventes possam ter em suas casas e simbolizem algo importante que aconteceu em suas vidas", disse à Agência Efe Estee Yaari, porta-voz do Yad Vashem.
Por ocasião do dia de lembrança aos seis milhões de judeus mortos no genocídio, realizado no último domingo, o Museu do Holocausto estabeleceu um ponto de recolhimento desses artigos em suas instalações.
Seus responsáveis destacam a urgência de conseguir obter estes vestígios únicos que podem lançar luz sobre um dos períodos mais obscuros da história da humanidade.
"Há pessoas que têm objetos em casa e não tem consciência de seu valor. É importante conservar a história enquanto ainda podemos ter acesso à informação, pois conforme passa o tempo cada vez será mais difícil", ressalta a porta-voz.
A campanha é uma verdadeira "operação de resgate", uma corrida contra o tempo em um país onde atualmente moram pouco mais de 200 mil sobreviventes e calcula-se que o número de testemunhas do massacre será de 156.100 em 2014, e 47 mil em 2025.
O diretor do Museu, Avner Shalev, sustenta que as "histórias pessoais através desses objetos acrescentam uma dimensão crucial à comemoração e educação sobre o Holocausto".
No marco desta cruzada contra o esquecimento, representantes do Yad Vashem irão a várias cidades do país para estabelecer outros lugares de coleta de objetos, que se somarão aos 140 milhões de páginas de documentação e milhares de artefatos relacionados com o Holocausto com os quais conta a instituição.
Um deles é uma carta entregue recentemente por Otto Hershtick, de 90 anos e oriundo de Sighet, uma pequena localidade da Transilvânia (Romênia) onde viviam dez mil judeus, 90% dos quais morreram na "Shoah".
Na carta, à qual ele teve acesso após terminada a disputa, seu pai, mãe e suas duas irmãs lhe deixam escritas suas últimas palavras antes de se verem obrigados pelos nazistas a deixar seu lar e convencidos de que seu destino era a morte nos campos de concentração.
O texto mostra que o chefe da família, Meshulam, não pôde conter a emoção e pediu a sua filha Rajel que escrevesse em seu lugar, que o faz em húngaro e refletindo uma grande angústia e desespero perante o futuro incerto.
Finalmente, a família inteira participa da escrita, incluindo o pai que deixa suas lágrimas sobre os traços da caligrafia hebreia que usa para escrever em iídiche, o idioma dos judeus centro-europeus.
Todos os signatários foram enviados a Auschwitz, onde o pai morreu, e outros campos de concentração.
Otto conseguiu escapar das garras nazistas ao fugir de um campo de trabalhos forçados ao qual os judeus em idade de serviço militar eram enviados, e incorporar-se como partisano em uma patrulha do Exército Vermelho.
Após o fim da guerra, retornou a sua aldeia natal, onde para sua surpresa encontrou sua mãe e irmãs, assim como a empregada romena que guardava zelosamente a carta.
"Quis entregá-la ao Yad Vashem porque tenho a sensação de que a memória do Holocausto está se perdendo. Foram escritas muitas cartas, mas a maioria das pessoas nunca as leu porque não retornaram para suas casas", explica este sobrevivente.
O museu abrigou o ato que abriu o dia solene em lembrança às vítimas do Holocausto, que em Israel acontece uma semana antes da data de seu nascimento como Estado, de acordo com o calendário hebreu.
Fonte: Estadão

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Evento: Encontro Nacional de Comunidades Novas

“Que todos sejam um só” (Jo 17, 21)

O encontro acontecerá entre os dias 4 e 6 de novembro, na sede da comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Nele, várias comunidades católicas da América do Sul estarão presentes, proporcionando assim a partilha de experiências dos carismas que constituem essas comunidades.
"Eu me consagro por eles, a fim de que também eles sejam consagrados na verdade. Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela palavra deles. Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17,19–21).

Mais do que a disposição e a entrega de uma vida, o ato de consagração a uma comunidade é a resposta ao chamado que Deus faz a cada um de nós. Que não sejamos apenas portadores da Palavra, mas transmissores dela.

E o Encontro Nacional de Comunidades Novas acontece justamente com esse objetivo: "Que todos sejam um só" (Jo 17,21). Assim como disse Jesus, ele estará rogando não só por aqueles que assumirem esse chamado de evangelização, mas também por todos os que ouvirem e passarem a crer n'Ele através dessas palavras.

Presenças confirmadas:

Dom Alberto Taveira
Arcebispo de Belém

Prado Flores
Fundador da Escola de Evangelização Santo André

Matteo Calisi
Presidente da Fraternidade Católica

Gilberto Gomes Barbosa

Fundador da Comunidade Obra de Maria

Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade Canção Nova

Michelle Moran
Cofundadora da Comunidade Católica Sião
Reinaldo Bezerra dos Reis
Assessor para as Comunidades no Conselho Nacional da RCC Brasil

Fonte: Canção Nova

Papa: Peregrinações recordam que o homem caminha rumo ao céu

Ao inaugurar a Domus Australiae, um centro de hospitalidade para os peregrinos australianos que vão a Roma, o Papa Bento XVI ressaltou que as peregrinações aos lugares Santos recordam ao homem que sempre deve estar em caminho ao céu, à santidade.

Em seu discurso, o Papa recordou primeiro a cálida acolhida que recebeu nesse país durante a Jornada Mundial da Juventude em 2008, assim como a canonização, da primeira Santa australiana, Mary Mac Killop, no ano passado.

Seguidamente Bento XVI assinalou que "nossa existência terrestre transcorre em caminho para o objetivo final, onde ‘nem olho viu, nem ouvido ouviu, nem passou pelo coração do homem as coisas que preparou Deus para os que lhe amam’".

Aqui na terra, continuou, "a larga tradição da Igreja de peregrinação aos lugares Santos serve para recordar-nos que nos dirigimos para o céu, chama-nos à santidade, aproxima-nos cada vez mais ao Senhor e nos fortalece com alimento espiritual para a viagem".

"Muitas gerações de peregrinos vieram a Roma desde todo mundo cristão, para venerar as tumbas dos Santos apóstolos Pedro e Paulo e para aprofundar sua comunhão na única Igreja de Cristo, fundada nos apóstolos".

Desse modo, acrescentou o Santo Padre, "reforçaram as raízes de sua fé e, as raízes, como é sabido, são a fonte do sustento vital. Entretanto, as raízes são somente uma parte da história".

"Segundo um ditado atribuído a um grande poeta de meu país, Johann Wolfgang von Goethe, há duas coisas que os filhos devem receber de seus pais: raízes e asas. Também nós recebemos de nossa Santa Mãe Igreja asas e raízes: A fé dos apóstolos, transmitida de geração em geração, e a graça do Espírito Santo que se forma em todos os sacramentos".

Assim, concluiu o Papa Bento XVI, "os que peregrinam a esta cidade retornam aos seus lares renovados e fortalecidos na fé, e sustentados pelo Espírito Santo em seu caminho para cima e para frente rumo ao seu lar celestial"

Fonte: ACI Digital