sábado, 7 de abril de 2012

Infraero conclui 63% das obras do 3º terminal de Guarulhos (SP)

As obras de terraplanagem do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos/Governador André Franco Montoro (SP) estão com cerca de 63% do trabalho concluído pelo Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro. No dia 29 de maço o diretor de engenharia, Jaime Parreira, realizou visita técnica às obras e resaltou que “essa é uma obra de grande porte da Infraero e o cronograma
está sendo obedecido”. A previsão é que as obras sejam
concluídas em setembro deste ano. ​

Durante a inspeção esteve acompanhado do Comandante do Exército, General de Exército, Enzo Martins Peri, do Comandante Militar do Sudeste, General de Exército, Adhemar da Costa, e do chefe do Departamento de Engenharia e Construção, General Brandão. Na ocasião, o comandante do Destacamento de Guarulhos, Coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, fez uma apresentação sobre o andamento das obras, iniciadas em agosto de 2011.

Fonte: Mercado & Eventos

Tecnologia israelense no futebol brasileiro

Para tentar acabar com a violência no futebol, a Federação Paulista, em conjunto com a Polícia Militar, usará uma nova tecnologia. O último clássico entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu, recebeu um projeto piloto de segurança para monitoramento dos estádios.

Através de um software israelense de biometria facial, o torcedor tem seu rosto registrado na chegada e passa a ter seu comportamento na arquibancada vigiado à distância por meio do zoom de câmeras de alta definição. O sistema, semelhante a alguns já implementados em estádios europeus, ainda passa por testes. Antes desta tarde, ele foi utilizado em três partidas deste ano (Corinthians x São Paulo, Palmeiras x Ajax e Palmeiras x Oeste), com apoio da Federação Paulista de Futebol e da Polícia Militar.

“Por se tratar de um projeto piloto, perguntamos à federação e espalhamos seis câmeras nos locais mais sensíveis (onde geralmente ocorrem confusões) do estádio”, explica Anderson Luiz Carvalho, gerente de marketing do Grupo Policom, uma das três empresas envolvidas no projeto, ao lado da Abex Brasil e da NNW. “A biometria, utilizada também em grandes eventos, aeroportos e até na fronteira de Israel, é capaz de identificar o torcedor que se envolveu em uma confusão por meio de um vídeo. “Não necessariamente preciso de uma câmera pelo estádio todo. Posso filmar a imagem e, a partir dela, chegar à identificação do suspeito. A ideia é coibir a entrada de brigões nos estádios”, falou.

Para o coronel Marcos Cabral Marinho de Moura, presidente da comissão de arbitragem, a identificação do torcedor servirá para punir os culpados envolvidos nas confusões e pôr fim à sensação de impunidade. “Não tem como fugir do sistema, e quando todas as entradas estiverem vigiadas o problema estará praticamente resolvido”, disse. A intenção é que, em posse de imagens ao vivo ou gravadas de eventuais confusões – não apenas brigas, mas também roubo de carteiras, uso de drogas –, a Polícia construa uma base de dados com torcedores problemáticos reconhecidos a partir de biometria facial. Todas as pessoas são registradas por câmeras de 2 megapixel na entrada e vigiadas com nitidez por outras de 16 e 29 megapixel dentro do estádio.

“Temos hoje uma legislação moderna. O que falta realmente é um serviço de inteligência como esse”, elogiou Paulo Castilho, promotor do Ministério Público de São Paulo. “Precisamos colocar esses marginais, maus torcedores, que são bandidos na verdade, atrás das grades. Isso é uma responsabilidade do Estado”, completou. Este tipo de medida já foi utilizado em estádios da Europa e em competições como a Champions League e a Liga Europa.

Fonte: Pletz.com


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Artigo: Idolatria ou ateísmo

Dom Eduardo Benes
Arcebispo de Sorocaba (SP)

“Uma sociedade em que Deus está ausente não encontra consenso necessário sobre os valores morais e a força para viver segundo esses valores, mesmo contra os próprios interesses” (Bento XVI). No último artigo para esta coluna estivemos em contato com Agostinho de Hipona, o jovem sedento de vida, que, entretanto, só se aquietou quando encontrou a Verdade suprema, Deus. Encontrou-a não na filosofia grega, embora alguma luz da verdade lhe tenha chegado através do filósofo Platão, encontrou-a em Jesus Cristo, o Deus feito carne. O ocidente, plasmado na luz do cristianismo, distancia-se mais e mais de suas origens, pretendendo conservar os valores humanos que recebeu da fé cristã, sem referir-se às suas raízes transcendentes.

A proposta marxista para a organização da sociedade é o exemplo acabado dessa secularização radical. O mistério do Deus cristão, – três pessoas em uma única natureza – seria a projeção do sonho humano de uma sociedade onde tudo fosse de todos e onde cada indivíduo estaria todo inteiro entregue á coletividade. O cristianismo teria sido um momento privilegiado de retorno do ser humano à sua própria essência, um passo decisivo do ser humano em direção à sua própria humanidade, quando fez da encarnação de Deus o meio de acesso à plenitude da comunhão divina. Deus não se encontra nas alturas, mas na terra, e se esconde sob o véu do outro. O mistério da encarnação foi interpretado pelo filósofo alemão, Feuerbach, como início do processo de desalienação do ser humano por fazê-lo voltar-se para si mesmo e progressivamente descobrir que Deus na verdade não é outra coisa que a própria essência humana separada de si mesma e adorada como um outro. O aprofundamento da vivência do cristianismo como amor ao ser humano desembocaria no ateísmo, que, longe de ser a perda total do sentido, haveria de ensejar o surgimento de um novo humanismo, agora liberto de sua prisão religiosa.

Marx, na esteira de Feuerbach, se tornou o profeta da nova humanidade que haveria de surgir pela revolução socialista. No lugar de Deus, a eternidade e a força evolutiva da matéria e, como interpretação científica da história, o materialismo histórico. Qualquer busca de transcendência religiosa é deslize para fora da história e desperdício da energia destinada à transformação do mundo.

O real é tão somente o mundo do econômico, do social e do político. Tudo o mais é reflexo. Esta secularização radical da existência humana não é patrimônio exclusivo do marxismo, mas nele encontrou uma formulação mística, forma ateia de sobrevivência do dinamismo religioso que mora nas profundezas do ser humano. A crise do socialismo real deixou no desamparo “religioso” muitos que apostaram na profecia marxista.

O ocidente corre o risco de ficar definitivamente órfão de Deus e, por isso, privado de um horizonte maior que dê sentido à existência, à vida e à morte do ser humano. Ou será o sentido último de todas as coisas o progresso material, científico e técnico, a oferecer sempre um conforto a mais ao ser humano sedento de vida? A Constituição Pastoral, Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, na década de 1960, nos colocava diante de algumas questões fundamentais: “Que é o homem? Qual o sentido da dor, do mal, e da morte, que, apesar do enorme progresso alcançado, continuam a existir?

Para que servem essas vitórias, ganhas a tão grande preço? Que pode o homem dar à sociedade, e que coisas pode dela receber? Que há para além desta vida terrena?” O ocidente secularizado pretende ignorar essas questões, cancelando de seu horizonte, como destituidas de sentido, as questões sobre o sentido último de todas as coisas. Ao ignorá-las e desistir de lhes dar resposta o ocidente perde o senso de orientação e não tem mais onde fundar os valores que devem reger a vida humana e garantir um futuro digno para a humanidade.

O propósito de construir a sociedade justa sem Deus mostrou-se ineficaz e fracassou. Ele deve ressurgir a partir da redescoberta de Deus, não de um deus qualquer, mas do Deus de Jesus Cristo, que amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Único. Um Deus capaz de dar a vida para salvar o ser humano. Este Deus é muito mais, infinitamente mais que tudo aquilo que d’Ele se possa pensar ou sentir, Ele transcende toda a realidade contingente e sua transcendência é reserva infinita de amor.

Sem a experiência desse Deus, comunhão infinita de amor, o ser humano não pode conhecer-se plenamente e nem saber os caminhos de sua realização e, mais ainda, não pode - não dispõe de forças -, viver segundo os valores de sua dignidade. Por crer assim a Igreja não pode deixar de anunciar Jesus Cristo, o Verbo encarnado, como o nome no qual os homens podem ser salvos(cf. AT 4,12 ). Se houver muitos discípulos e missionários dessa Verdade, a humanidade estará salva

Fonte: CNBB