quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

53% dos turistas em Israel são cristãos

De acordo com dados fornecidos pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel, houve um aumento de 24% no número de turistas, em comparação ao ano passado, com um crescimento anual de 3% (com 16,7 milhões de per noites).
“O ano de 2013 trouxe um novo recorde e estamos orgulhosos. Apesar da Operação de Defesa e da situação na região, os turistas continuam chegando. O Ministério vai continuar trabalhando para aumentar seus números, abrindo novos mercados e produtos. Desejo a todos um feliz 2014”, disse, satisfeito, o Ministro do Turismo, Uzi Landau. Em 2013 visitou Israel 3,54 milhões turistas, quase o dobro do ano anterior , com destaque para o aumento, especialmente durante os meses de março a junho. 73% chegaram de avião (4% a mais que no ano passado), 11% via terra e 16% eram visitantes de um único dia.
Por país de origem, em primeiro lugar, os EUA (18%), seguido pela Rússia (17%), França (9%), Alemanha (7%), Reino Unido (6%), Itália (5%) Ucrânia (4%), Polonia (3%), o Canadá, Países Baixos (2%) e Espanha (53 mil turistas). 53% dos visitantes eram peregrinos cristãos (dos quais metade são católicos). E 28% judeus. Dos cristãos 22% viajaram em grupos de peregrinação. Entre os lugares mais visitados estão: Jerusalém (75%), Tel Aviv-Jaffa (64%), Mar Morto (51%), Tiberias (44%) e Nazaré (35%). A satisfação mostrada pelos visitantes foi excelente (4,3 de 5), estando especialmente satisfeitos com as visitas arqueológicas (4.4), guias (4,3), roteiros organizadas (4,2), segurança (4), facilidade aeroportuárias (4).

Fonte: Pletz

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Identidade pessoal

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Mesmo praticando duplicidade na forma de viver, cada pessoa tem uma identidade que a diferencia dos demais. No âmbito do cristianismo, o batismo é um referencial que, inclusive, marca a pessoa com um nome. Há um esforço de que esse nome coincida com o do Registro Civil. É uma questão até de respeito para com o indivíduo.
Pelo nome temos um compromisso social, com direitos e deveres de cidadania, de construção do bem e de harmonia na sociedade. Como cristão, a tarefa se amplia em relação à pertença a Igreja. Recebendo um nome, Jesus solidariza-se com toda a humanidade, tornando-se homem e Deus. Isto foi profetizado e agora tornado realidade.
A realização do bem nunca deve passar pelo caminho do poder tirânico, da violência e do desrespeito. É importante ler, ou reler, os textos da Sagrada Escritura, encontrando neles as motivações para a construção do que seja melhor para ajudar na convivência. Nas diferenças, devemos contar sempre com as interferências divinas.
Para Deus não há distinção entre as pessoas. Ninguém é melhor ou pior do que o outro por ter estas ou aquelas qualidades naturais. A diferença está na forma como são assumidos ou realizados os compromissos e obrigações. Talvez a marca maior esteja na simplicidade e na humildade ao desempenhar as tarefas na comunidade.
O grande alvo a ser perseguido é a fraternidade entre as pessoas e os povos. Onde há fraternidade, há também paz, respeito, justiça, honestidade e vida feliz. Uma sociedade assim confirma a presença do Reino de Deus, Reino que constrói história de vida e defende a identidade pessoal de todas as pessoas.
A prática de justiça e de vida cristã deve ser uma marca e fazer a diferença na convivência fraterna. Jesus disse: “Convém que cumpramos toda a justiça” (Mt 3, 15). Fazer a justiça significa estar em sintonia com a vontade de Deus, fazer a vontade do Pai e agir em conformidade com os princípios do batismo. Os frutos não podem ser outros que não seja a fraternidade.
Fonte: CNBB

domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa Francisco anuncia viagem à Terra Santa

Com o objetivo de comemorar o histórico encontro com o papa Paulo VI e o patriarca de Constantinopla, Atenágoras, ocorrido em 5 de janeiro de 1964, o papa Francisco visitará a Terra Santa, de 24 a 26 de maio. O papa passará por Amã, Belém e Jerusalém. “No Santo Sepulcro celebraremos um encontro ecumênico com todos os representantes das igrejas cristãs de Jerusalém e com o patriarca Bartolomeu, de Constantinopla”, explicou Francisco durante o anúncio, feito ontem, 5, desta sua segunda viagem internacional.

No dia 24, segundo o patriarca latino de Jerusalém, dom Fouad Twal, e o núncio apostólico na Jordânia, dom Giorgio Lingua, o papa Francisco se reunirá com um grupo de refugiados sírios e com algumas pessoas da comunidade local.
“Com simplicidade e humildade, o papa Francisco vem para pedir paz e diálogo num momento em que esta região sofre por causa de complicações políticas e ataques contra a dignidade humana. Esperamos que com seu apelo à paz esta visita anime a Jordânia em seu esforço pela paz e a justiça, particularmente na Palestina, na atenção aos refugiados sírios e nas iniciativas para preservar a identidade árabe do cristianismo e afirmar a rejeição de toda violência e ataque aos lugares santos e à dignidade humana”, afirmou dom Twal em entrevista coletiva à imprensa, ocorrida ontem, logo após o anúncio do papa.
De acordo com dom Giorgio Lingua, o papa Francisco será recebido pelo rei Abdallah, no Palácio Real, onde fará um discurso, em particular, aos muçulmanos. O papa presidirá missa no estádio de Amã e visitará o lugar do Batismo de Jesus, na margem oriental do Rio Jordão. Em seguida, jantará com os pobres e refugiados sírios.
Fonte: CNBB