quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Papa Francisco diz que é preciso dar mais valor às mães

Após pausa de final de ano, o papa Francisco retomou na quarta-feira, 7 de janeiro, as catequeses semanais com os peregrinos, no Vaticano. O encontro aconteceu na Sala Paulo VI, com a presença de milhares de fiéis.
O papa prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a Família, chamando atenção para a importância da figura da mãe e da vocação materna.
“Na Família existe mãe. Toda pessoa humana deve a vida a uma mãe. Ela, por sua vez, é pouco ouvida e pouco ajudada na vida cotidiana, pouco considerada em seu papel central na sociedade”, recordou Francisco.
Ainda, na reflexão, o papa disse que é preciso dar mais valor às mães, já que mesmo em comunidades cristãs, as mães nem sempre são valorizadas.
“Deveríamos compreender melhor sua luta cotidiana em serem eficientes no trabalho, atenciosas e carinhosas com a família; precisaríamos entender suas aspirações para expressar os frutos melhores e mais autênticos de sua emancipação”, lembrou o papa.  
Durante a catequese, Francisco partilhou com os fiéis uma recordação pessoal: “Lembro-me em casa, éramos cinco, cada um pensava em uma coisa e a fazia. Nossa mãe estava sempre correndo de um lado para outro”.
Agradecer às mães
“No amor incondicional e voluntário por seus filhos, são o antídoto ao individualismo, são as grandes inimigas das guerras. São elas a testemunhar a beleza da vida. As mães se ‘dividem’; a partir do momento que hospedam um filho, o dão ao mundo e o fazem crescer. Muitas vezes pensei naquelas mães que recebiam cartas durante as guerras que as informavam da morte de seus filhos. Quanto sofrem as mães!”, disse o papa.  
Ao final da catequese, convidou os peregrinos a agradecerem às mães por sua presença na vida em família.
“Em certo sentido, a maternidade é uma espécie de martírio. Na sua entrega generosa, as mães concebem os filhos no seu seio, dão à luz, amamentam, educam e dão afeto: oferecem as suas vidas aos filhos, um verdadeiro martírio materno! Agradeçamos as mães por tudo o que são na família, e por aquilo que dão à Igreja e ao mundo”, finalizou.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

2014: Mais de 3 milhões de turistas em Israel

Apesar da Operação “Borda Protetora”, o número de turistas em 2014 continua a ser semelhante a 2013, graças ao aumento significativo no primeiro semestre de 2013. Durante o ano de 2014, os principais países de origem para turismo receptivo em Israel foram os Estados Unidos, Rússia, França e Alemanha. Cerca de 56% dos turistas que visitaram o país eram cristãos. A Contribuição do turismo para a economia foi de aproximadamente 41 bilhões de Shekels. Os níveis de satisfação variam de muito bom a excelente (4,3 de 5).
Segundo o Ministro do Turismo, Dr. Uzi Landau: “Este ano, apesar de Operação Borda protetora, conseguimos manter o mesmo número de turistas e reservas de hotéis, principalmente como resultado da resposta da campanha israelense “Férias em Israel” no meio das operações de segurança. Os turistas israelenses encheram os hotéis na alta temporada de agosto, apoiando assim as empresas em áreas periféricas e a economia israelense. Ao mesmo tempo, conseguimos reduzir o custo das férias em Israel, aumentando a oferta e incentivando a construção de alojamentos e opções de campismo”.
Segundo o Diretor do Ministério do Turismo, Amir Halevi: “Este ano, nós colocamos a nossa ênfase em marketing digital destinado a viajantes independentes, que estão ansiosos para explorar os preços a partir da política de “céu aberto” e estão prontos para aproveitar os feriados e eventos nas cidades que temos nas ofertas, por exemplo, para correr maratonas em Jerusalém, Tel Aviv e a Galiléia, para o ciclismo no Negev, para desfrutar a ópera em Massada e em Akko, e para se divertir em Tel Aviv”.
NUMEROS E DADOS
Dos 3,3 milhões de visitantes, 2,5 milhões de chegar por via aérea (78%), um decréscimo de 2% em relação a 2013. Cerca de 400.000 vieram através das fronteiras terrestres (12%), um aumento de 5% em relação a 2013. Como nos anos anteriores, o turismo dos EUA continuou a representar o maior país de origem para o turismo em Israel, com 626.000 visitantes em 2014, (que representam 19% de todo o turismo receptivo), 1% a mais que 2013. Em segundo lugar está turismo da Rússia com 567 mil visitantes, um decréscimo de 6%. O turismo de França ocupa o terceiro lugar, com cerca de 301 mil visitantes, seguidos pela Alemanha (196 mil) e Reino Unido (179.000).
Cerca de 56% do turismo receptivo foi o turismo Cristão (41% católicos, 26% protestantes e 22% Ortodoxa Russa), 24% de turismo judaico, com o restante de outras denominações religiosas ou não filiados. 58% dos turistas eram visitantes de primeira viagem, e 42% retorno de visitantes. 21% definiram a sua visita como parte de uma peregrinação, 26% como de turismo e viagens, 11% como férias e lazer. No geral, 58% definiram a sua visita para fins de turismo, 23% visitaram amigos ou parentes e 11% vieram a negócios ou para participar de convenções. 27% veio como parte de uma excursão organizada, 10% em um pacote, e 63% veio como FITs (turistas individuais frequentes). 64% dos turistas se hospedaram em hotéis, 22% ficaram com amigos ou parentes e 5% se hospedaram em albergues da juventude, 1% se hospedaram em albergues religiosos e 6% se hospedaram em apartamentos alugados ou próprios.
CIDADES E LOCAIS VISITADOS
Jerusalém é a cidade mais visitada por turistas em Israel (82% de todos os turistas). Tel Aviv-Jaffa ocupa o segundo lugar com 67% e em terceiro lugar, a área do Mar Morto, com 54%. Tiberias e o Mar da Galiléia ficaram em quarto lugar, com 38% de todos os turistas, seguido pela área de Galileia com 34%. Os locais mais visitados em 2014 incluem o Muro Ocidental (74%), o bairro judeu em Jerusalém (68%), a Igreja do Santo Sepulcro (59%) e da Via Dolorosa (53%) e no Monte das Oliveiras (52%).
SATISFAÇÃO DOS TURISTAS
O nível de satisfação dos turistas que visitam Israel em 2013 foi de “muito bom” a “excelente” (4.3 de 5 – excelente). Os serviços que receberam uma classificação elevada incluem: sítios arqueológicos (4.5); guias de turismo e excursões organizadas (4.4); segurança pessoal (4.3).
CONTRIBUIÇÃO DO TURISMO PARA A ECONOMIA ISRAELENSE
A receita total do turismo em 2014 é estimado em cerca de NIS 41 bilhões, uma ligeira diminuição em 2013. O número de empregados gerados na economia israelense como resultado de atividades de turismo totaliza cerca de 110 mil em 2014, cerca de 1/3 são empregados em hotéis. O número total de empregados na indústria do turismo (direta e indireta) é de cerca de 200.000, 6% de todos os empregados em Israel.
Fonte: Ministério do Turismo de Israel


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Iniciando o Ano da Paz

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo da diocese de Campos (RJ)
A CNBB olhando a realidade do nosso país com preocupação e solicitude de pastores, decidiu estabelecer e aprovar um ano dedicado a fazer ressoar e semear a paz. Iniciou no primeiro domingo de Advento e se estenderá por todo o ano de 2015.

Vem ao encontro de uma sociedade cada vez mais violenta, de conflitos sociais e de uma criminalidade endêmica que ceifa muitas vidas, especialmente de jovens e pobres. As Igrejas podem fazer a diferença e ajudar a gerar uma cultura de paz e uma segurança cidadã que tenha a participação de todos /as.
O primeiro espaço serão da liturgia que através da oração e da meditação e escuta da Palavra, forma e educa para a paz, a própria Eucaristia tem o momento do ósculo e abraço da paz que nos deve tornar conscientes de nossa missão reconciliadora de colocarmo-nos a serviço do perdão e da paz. Certamente que a catequese anunciadora e profética será um lugar privilegiado para a edificação da comunidade de fé trabalhando virtudes geradoras de paz como o diálogo, a acolhida, a tolerância cristã, a paciência e a fortaleza para aprender a resolver os conflitos pela mediação e dar testemunho da não violência e firmeza evangélica.
As pastorais e serviços mais voltados para a interface com a sociedade e os ambientes mais atingidos pela insegurança e a letalidade, contribuirão com seu empenho no sentido de construir vínculos e laços de fraternidade para incluir as pessoas e ajudá-las a tornar-se sujeitos e protagonistas da sua promoção integral.
Mas talvez a tarefa mais desafiadora estará focalizada em em poderar as famílias para serem santuários da vida e da paz, porque a paz e a concórdia começam em casa. Diminuir a violência doméstica possibilitando a prática do afeto e amor incondicional, a cura dos vínculos, o perdão e o diálogo intra familiar tornarão a cada lar uma escola e casa de comunhão e solidariedade.
A muito que fazer, mas a paz a gente faz com a força e a inspiração de nosso Deus que éa Paz e que vem ao nosso encontro para celebrar a aliança da vida, da justiça e da misericórdia; que possamos responder ao seu apelo e visibilizar em práticas, gestos e atitudes, o seu Reino que instaura entre nós e em toda Terra a verdadeira paz. Deus seja louvado!
Fonte: CNBB