quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bicentenário: Papa celebrará Missa por latino-americanos

Dia 12 de dezembro, na Basílica de São Pedro

Bento XVI presidirá uma Missa pelos povos latino-americanos no bicentenário da sua independência, no próximo dia 12 de dezembro, às 17h30, na Basílica de São Pedro.

O anúncio foi feito por meio de um comunicado da Comissão Pontifícia para a América Latina, que convidou o Papa para presidir esta celebração no dia da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina.
À Eucaristia, prevê-se a assistência da Cúria Romana, do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé e ao governo italiano, pessoas de países latino-americanos residentes em Roma e significativas personalidades públicas procedentes expressamente da América Latina.

Todas as pessoas interessadas em assistir a esta Missa na Basílica Vaticana podem solicitar seu convite – gratuito – com antecedência na Prefeitura da Casa Pontifícia e retirá-lo no Portão de Bronze nos dias prévios a 12 de dezembro.

A Comissão Pontifícia para a América Latina destacou o desejo da Santa Sé de unir-se às celebrações comemorativas “com uma iniciativa de especial relevância”.

Neste sentido, sublinhou que “o Santo Padre Bento XVI acolheu, com vivo beneplácito, a proposta feita pela Pontifícia Comissão para a América Latina para presidir uma solene Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro por ocasião do bicentenário dos países latino-americanos”.

Gesto de afeto
Segundo a Comissão Pontifícia para a América Latina, “esta iniciativa representa um gesto de muita atenção, carinho e solidariedade da parte do Santo Padre com relação ao povo e às nações do 'Continente da Esperança', como foi denominado pelos pontífices, de Paulo VI e Bento XVI”.

“É, sem dúvida, expressão da solicitude pastoral com que o Santo Padre Bento XVI abraça os povos nos quais foi semeado o Evangelho de Jesus Cristo, nos quais amadureceram seus preciosos frutos, onde estão presentes 40% dos batizados da Igreja Católica, unidos na filial devoção à Santíssima Virgem Maria e em comunhão das suas igrejas locais com a Sé de Pedro”, disse.

“Por último – acrescenta o comunicado –, esta iniciativa é sinal da contribuição original que a Igreja Católica oferece para comemorar, à luz da verdade histórica, este 'bicentenário', a fim de iluminar a atual situação da América Latina e alimentar a esperança de um futuro de paz e justiça.”

Documentos e celebrações
Os episcopados da América Latina e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) também estão participando das grandes comemorações deste aniversário.

“Foram publicados numerosos documentos e declarações das conferências episcopais e dos bispos em particular, e houve diversos programas eclesiais de celebrações nos âmbitos litúrgico, acadêmico e editorial”, indica o comunicado.

Todas estas comemorações se concentram em um lapso de tempo que compreende os anos 2010-1014, com exceção do Peru e do Brasil, que comemoram o bicentenário da sua independência nos anos 2020-2022.

De fato, explicou a Comissão Pontifícia, o processo de emancipação dos países latino-americanos em “terra firme” se desenvolveu entre 1808 e 1824, ainda que será necessário também incluir a independência do Haiti (1804), aquela posterior de Cuba (1898) e as mais recentes do Caribe.

Fonte: Zenit

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Papa proclama Ano de Fé em 2012

Faz anúncio na Missa conclusiva do encontro de novos evangelizadores

A Igreja comemorará um “Ano da Fé” entre 11 de outubro de 2012 – 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – e 24 de novembro de 2013, segundo anunciou o Papa ontem, durante a Missa conclusiva do primeiro encontro internacional de novos evangelizadores.

“Decidi declarar um 'Ano da Fé', que ilustrarei com uma especial carta apostólica”, disse Bento XVI na Basílica de São Pedro, aos participantes do encontro organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

A iniciativa de celebrar o “Ano da Fé” tem como objetivo “precisamente dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja de conduzir os homens fora do deserto em que muitas vezes se encontram, rumo ao lugar da vida, a amizade com Cristo, que nos dá sua vida em plenitude”, explicou o Papa.

Esse “Ano da Fé”, prosseguiu, “será um momento de graça e de compromisso por uma conversão a Deus cada vez mais plena, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-lo com alegria ao homem da nossa época”.

O Pontífice recordou que “a missão da Igreja, como a de Cristo, é essencialmente falar de Deus, recordar sua soberania, recordar a todos, especialmente aos cristãos que perderam sua identidade, o direito de Deus sobre o que lhe pertence, isto é, a nossa vida”.

Também explicou que “a teologia da história é um aspecto importante, essencial da nova evangelização, porque os homens da nossa época, após o nefasto período dos impérios totalitários do século 20, precisam reencontrar uma visão global do mundo e do tempo”.

Sobre esta necessária visão, “verdadeiramente livre, pacífica”, destacou que é a “visão que o Concílio Vaticano II transmitiu em seus documentos, e que meus predecessores, o Servo de Deus Paulo VI e o Beato João Paulo II, ilustraram com o seu magistério”.

Bento XVI acrescentou que a nova evangelização está “em harmonia com a missão ad gentes”.
Aos novos evangelizadores presentes na celebração, disse: “Vocês estão entre os protagonistas da evangelização nova que a Igreja empreendeu e leva adiante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos”.

“Tenho vocês presentes na minha oração, consciente do seu compromisso na fé, da sua laboriosidade na caridade e da sua constante esperança em Jesus Cristo, nosso Senhor”, acrescentou.

E os convidou a ter Nossa Senhora como modelo e guia: “Aprendam da Mãe do Senhor e nossa Mãe a ser humildes e ao mesmo tempo corajosos; simples e prudentes; equilibrados e fortes, não com a força do mundo, mas com a da verdade”.

Lições de São Paulo
Recolhendo alguns ensinamentos do grande evangelizador São Paulo, o Pontífice afirmou que “ele nos diz, acima de tudo, que não se evangeliza de maneira isolada”.

O Apóstolo dos Gentios também mostra que “o anúncio deve ser sempre precedido, acompanhado e seguido pela oração”, sublinhou Bento XVI.

“O Apóstolo diz isso bem consciente do fato de que os membros da comunidade não o escolheram, mas sim Deus”, continuou.

Neste sentido, acrescentou o Papa, cada missionário do Evangelho deve sempre ter presente esta verdade: “é o Senhor quem toca os corações com a sua Palavra e o seu Espírito, chamando as pessoas à fé e à comunhão na Igreja”.

“A evangelização, para ser eficaz, precisa da força do Espírito, que incentive o anúncio e infunda em quem o leva essa 'plena persuasão'. Tal anúncio, para ser completo e fiel, precisa estar acompanhado de sinais, de gestos, como a pregação de Jesus”, acrescentou.

Palavra, Espírito e persuasão – entendida como plenitude e fidelidade – “são então inseparáveis e contribuem para fazer que a mensagem evangélica se difunda com eficácia”, disse o Pontífice.

“Os novos evangelizadores estão chamados a ser os primeiros a percorrer este caminho que é Cristo, para dar a conhecer aos outros a beleza do Evangelho que dá a vida”, explicou.

E insistiu: “Neste caminho, nunca se caminha sozinhos, mas em companhia: uma experiência de comunhão e de fraternidade que se oferece aos que encontramos, para torná-los partícipes da nossa experiência de Cristo e da sua Igreja”.

“Assim, o testemunho, junto ao anúncio, pode abrir o coração dos que estão em busca da verdade, para que possam descobrir o sentido da sua própria vida”, concluiu.

Fonte: Zenit

Evento: Comissão prepara o 14º Encontro Nacional de Presbíteros

 “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero no Processo de Mudança de Época”. Este é o tema do 14º Encontro Nacional de Presbíteros, que acontecerá em Aparecida (SP), nos dias 1 a 7 de fevereiro de 2012.
O 14º Encontro será eletivo, quando os presbíteros delegados das dioceses do Brasil escolherão a futura nova presidência da CNP para o quadriênio de 2012 a 2016.
Segundo o presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), padre Francisco dos Santos, o padre João Batista Libânio, em continuidade aos temas propostos nos 13 ENPs passados, realizados nesses 25 anos, “apresenta-nos um extraordinário subsidio para estudo, em preparação ao 14º ENP, à luz do tema do encontro e seguido do lema “Escolhido entre os homens e constituído em favor da humanidade”.
“Nós, da atual presidência do CNP, somos muitíssimos agradecidos à CNBB, à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, aos bispos e irmãos presbíteros que nos acolheram e nos ajudaram, nestes quase quatro anos, na condução deste importante organismo de comunhão dos presbíteros da Igreja do Brasil, vinculado à CNBB”, disse o padre Francisco dos Santos.
Fonte: Portal UM