segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Brasileiros gastam US$ 20 bi em viagens internacionais em 2011

Jóias, iPads, produtos de beleza, roupa, carrinhos de bebê ou casas: impulsionados pela força de sua economia e do real, os brasileiros fazem jus à fama de consumistas e viajam e compram como nunca --com os Estados Unidos e a França entre os destinos favoritos-- em um total estimado de US$ 20 bilhões gastos em 2011 (ou 22% a mais que em 2010).

A crescente mobilidade social dos brasileiros --quase 30 milhões ascenderam à classe média nos últimos dez anos--, o aumento da renda e do crédito e a queda do desemprego (5,2% em novembro) contribuíram para mais viagens e gastos recordes dos brasileiros no exterior.

Seus destinos favoritos: Estados Unidos (Flórida e Nova York), Buenos Aires e Paris, disse o diretor do Departamento de Estudos (Depes) do Ministério do Turismo, José Francisco Salles Lopes.
Em 2010, 1,1 milhão de brasileiros viajaram para os Estados Unidos, 870 mil para a Argentina e 384 mil para a França. A lista de preferências continua com Portugal, Itália e Espanha.

E os brasileiros não apenas viajaram, mas gastaram muito. Com US$ 5,9 bilhões desembolsados nos Estados Unidos em 2010, segundo o departamento de Comércio americano, são os estrangeiros que mais gastam per capita no país, quase US$ 5.000 por pessoa.

"O brasileiro gasta tudo o que tem. Se tem US$ 5.000, gasta tudo", explicou Salles.
O Banco Central estima que, em 2011, os brasileiros gastaram mais de US$ 20 bilhões em viagens internacionais, 22% a mais que em 2010.

"ME VÊ TRÊS"

Sydney, 47, pediatra do Rio de Janeiro que não quis dar seu sobrenome para evitar problemas com a alfândega, viaja para os EUA cerca de duas vezes por ano e chegou de Boston recentemente.
Trouxe mais de 40 pacotes de itens comprados pela internet e enviados para o hotel por sua filha de 14 anos.

"Dois iPods, um computador, roupas e tênis de marca, duas câmeras; a comodidade de comprar assim, a segurança, a qualidade, o preço, tudo é imbatível. No Brasil tudo custa o dobro ou o triplo."


Fonte: Folha.com

Dó, nunca! Compaixão, sempre!

por Padre Juarez de Castro

Diante do sofrimento alheio, já vi muita gente com pena a ponto de perder o sono, de chegar às lágrimas… Atitude, em princípio, corriqueira. Afinal, todos nós ficamos sensibilizados com a dor do outro. Quando um episódio assim acontece, a tristeza aflora em nosso coração. E, erroneamente, consideramos isso suficiente para ajudar o próximo a se levantar.
Para quem não sabe, dó vem do latim dolor, que significa “dor”. Já dolere, também do latim, é sinônimo de “sentir” ou “causar dor”. Logo, essa palavra é sinônimo de sentir dor. Acredite, faz sentido! Afinal, o que fazemos quando a pena brota em nossos corações? Geralmente, nada. Isso mesmo: ficamos só no sentimento, na emoção e na tristeza de ver o tormento de quem gostamos. De certa forma, apenas olhamos para a desilusão de alguém e continuamos nossa caminhada sem produzir qualquer tipo de auxílio na vida daquele que nos despertou clemência. Logo, a pena não resolve o problema! E mais: ter dó é, de certa forma, diminuir uma criatura ao nível do “digno de dó”. Meu conselho? Não alimente essa sensação por ninguém!
Ao notar que alguém sofre e precisa de ajuda, tenha compaixão! Essa, sim, uma percepção nobre. Ela vem da união das palavras gregas com e pathos. A tradução: “sentir” ou “sofrer com”. Esse sentimento não é distante e estéril como a piedade. Ele significa sofrer junto e se afundar no lamaçal da desgraça do outro para, unidos, vencerem.
Certa vez, enquanto Jesus pregava para uma multidão, percebeu os ouvintes famintos. Então, sentiu compaixão. Por isso, Ele reuniu forças e multiplicou os pães e os peixes para alimentar todos. Caso tivesse sentido dó, aquele povo voltaria para casa com fome. Por quê? Ora, porque Ele não teria se colocado na posição do sofredor. E, sem imaginar a tristeza alheia, não mudaria a situação. No entanto, quem tem compaixão sente, padece e chora junto, esforçando-se para minimizar a tragédia de terceiros. Com essa lição de Jesus, fica a mensagem: não apenas multiplique o pão, mas a vontade, o tempo e o desejo de fazer o bem; não multiplique só o peixe, mas o amor que existe dentro de nós para alimentar o irmão e, assim, ajudá-lo a se fortalecer em busca da vitória.
Então, eis a pergunta: diante de quem sofre, devemos sentir dó ou compaixão? Se, mesmo depois dessa explicação toda você ainda escolher a favor da primeira opção, saiba que você não fará a menor diferença aos seus amigos e parentes, pois qualquer um sente, basta ter o mínimo de sensibilidade. Porém, a segunda escolha é algo para quem é capaz de ir além e empenha-se em transformar a realidade dos infelizes por meio de sua presença amorosa e corajosa. Além disso, essa percepção generosa a coloca na posição do outro. Assim, você passa a sentir “como” e com o “próximo” a ponto de estender-lhe as mãos e auxiliar, assim como Jesus fez na multiplicação do pão.
Hoje, mais do que nunca, o mundo precisa de uma dose extra de boa vontade. Ou seja, de atitudes amplas e capazes de transformar o universo em um lugar cheio de solidariedade e comprometimento. Chega de sentimentos piedosos! Precisamos de corações valentes e profundamente amorosos. Afinal, amor verdadeiro está acima de qualquer coisa e se envolve com o próximo para que o outro seja cada vez mais pleno e feliz.
Fonte: Revista Viva Mais

sábado, 14 de janeiro de 2012

Terra Santa: O Vale de Hinon

O Monte Hermon é considerado uma montanha sagrada localizada no Extremo Norte de Israel, está localizada na ponta sul da cordilheira das montanhas Antilíbano, na fronteira entre Israel, Síria e Líbano. Com 2814 metros de altitude, o seu pico está quase sempre coberto de neve, enquanto as terras são secas pelo sol no verão.

Parter da encosta sul do monte Hermon unem-se ás colinas de Golã (Golan). A área foi capturada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967. Foi novamente capturada pela Síria em 6 de outubro de 1973, no primeiro dia da guerra do Yom Kippur, após a primeira batalha do monte Hermon.

Esses setores da montanha, bem como as Colinas de Golã, foram anexados por Israel em 1981, através da lei das Colinas de Golã que impôs as leis e a administração israelenses ao território ocupado. Todavia, a anexação não é reconhecida pelas Nações Unidas. A lei das Colinas de Golã foi considerada nula pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, conforme sua resolução 497, que reafirmou a aquisição do território pela força. Em 2008, uma sessão plenária da assembleia Geral da ONU aprovou por 161 a 1 uma moção de apoio à resolução 497 do Conselho de Segurança.

Esta região do Monte Hermon e das Colinas de Golã, durante o período do Novo Testamento pertencia à região de Felipe, Tetrarca de Golan, este era irmão de Herodes Antipas, que governava a Galiléia.

Fonte: Cafetorah