segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Senhor virá: trabalhemos sem descanso

Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen(RS)

Malaquias, alguns séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, fala-nos do dia do Senhor como um grande julgamento em que o bem e o mal serão definitivamente separados. Esta profecia, repetida noutros lugares da Sagrada Escritura, foi interpretada muitas vezes como uma vinda espetacular do Messias sobre as nuvens do Céu, para reduzir ao silêncio os seus inimigos. Alguns dos primeiros cristãos viveram também nesta expectativa e tiraram dela as consequências práticas. 
O Senhor, Sabedoria infinita, planeou as coisas de outro modo. Tal como a luz do sol, quando aparece, revela a verdade das coisas materiais, mostrando a beleza das coisas e denunciando os perigos, assim também Jesus Cristo – Luz sem ocaso – com a Sua vinda ao mundo, anunciando a Palavra do Pai que é ele mesmo, ensina-nos a distinguir o bem do mal, o vício da virtude.
Houve, com certeza, uma revelação primitiva aos nossos primeiros pais que foi sendo deturpada ao longo dos séculos, pelos pecados dos homens. Quando não vivemos segundo a doutrina do Evangelho, acabamos por justificar tudo: aberrações sexuais, aborto, eutanásia, etc. Inventamos falsos direitos que justifiquem os vícios.
Com a luz da Revelação que tem a palavra definitiva e última em Jesus Cristo, e que Ele confiou ao Magistério vivo da Igreja, dissipam-se as trevas do erro.
Este julgamento de que fala o profeta prepara a verdade total do fim do mundo pelo julgamento universal, antecipado no encontro de cada um de nós com a própria consciência no juízo particular, a seguir à morte.
O fogo, o queimar da palha, são figuras usadas pelo profeta, palavras simbólicas para nos explicar a caducidade das coisas. Quantas das nossas obras de cada dia resistem a um julgamento sério da parte de Deus? Que interesse pode ter para nós orientar toda a vida terrena para causar nos outros uma impressão favorável a nosso respeito?
Não estamos na situação do aluno que espera o exame à porta da aula, já sem livros nem apontamentos, para recordar aquilo sobre que vai ser examinado.
O Senhor quer encontrar-nos em pleno trabalho quando nos vier buscar inesperadamente. Quando se fala em trabalho, fazemos referência ao estado de alma que procura fazer em tudo a vontade de Deus.
Na vida espiritual, nunca podemos viver dos rendimentos, como se pudéssemos dizer: «já rezei muito e pratiquei muitas obras boas! Agora é tempo de parar com as orações e de me desinteressar da salvação dos outros».
Também não podemos sonhar com ir para o Céu «na boleia», à custa dos outros, só porque pertencemos a uma Paróquia ou a um Movimento; ou porque temos pessoas importantes na Igreja com as quais estamos bem relacionados; ou ainda porque temos um número razoável de Associações nas quais estamos inscritos.
A santidade é obra da Graça de Deus e do esforço de colaboração com esta Graça, por parte de cada um. A salvação – a santidade pessoal – tem de ser fruto do trabalho de cada um, de mãos dadas com Deus. S. Paulo repreende os cristãos de Tessalônica, porque achavam que já não valia a pena trabalhar. Era tempo de descanso, de aguardar tranquilamente, sem nada fazer, a vinda do Senhor.
Ao dizer quem não trabalha não tem direito a comer, S. Paulo quer ensinar que também aquele que não prepara a sua salvação eterna não merece gozar dos seus frutos.
 
Fonte: CNBB

domingo, 24 de novembro de 2013

Em audiência, papa Francisco recebe pessoas que sofrem de doenças raras

Aproximadamente  três mil pessoas que sofrem de doenças raras foram recebidas pelo papa Francisco, em audiência geral, ocorrida no dia 13. O presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes da Saúde, dom Zygmunt Zimowski,acompanhou o encontro.

O grupo era parte de uma delegação italiana coordenada pela Associação Cultural Giuseppe Dossetti, que promove a inclusão plena das pessoas que sofrem de doenças raras no campo do diagnóstico e tratamento que existem na atualidade.
 
Patologias neurodegenerativas
O Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes da Saúde promoverá, de 21 a 23 deste mês, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, a Conferência Internacional para discutir o  tema “A Igreja a serviço da pessoa anciã e doente: o tratamento das pessoas atingidas por patologias neurodegenerativas”. Participarão do encontro cerca de 400 pessoas de todos os continentes .
Entre os assuntos a serem discutidos na Conferência estão: "Epidemiologia e política sanitária das doenças neurodegenerativas: epidemia silenciosa do terceiro milênio"; "Pesquisa e tratamento: utilidade atual e perspectiva"; "O ancião atingido por doenças neorudegenerativas"; "Doenças neurodegenerativas e lugares de tratamento": entre hospital e território"; "Ações preventivas e potenciais vantagens do progresso tecnológico".
 
 
Fonte: CNBB
 

sábado, 23 de novembro de 2013

Mosaico espetacular de 1500 anos é encontrado no norte do Negev


Um espetacular mosaico colorido que data do período bizantino (séculos 4 - 6 d.C) foi exposto nas últimas semanas nos campos do Kibbutz Bet Qama, no norte do Neguev, durante uma escavação arqueológica da Autoridade de Antiguidades.

 

A abertura do salão impressionante e o mosaico que adorna o piso de tirar o fôlego sugerem que a estrutura era um edifício público. O mosaico bem preservado é decorado com padrões geométricos e seus cantos encontram-se ânforas (jarros usados para o transporte de vinho), um par de pavões, e um par de pombas ciscando um cacho de uvas. No entanto, o que torna este mosaico único é o elevado número de motivos que foram incorporados em uma só peça.

 

O local, que está localizado ao longo de uma antiga estrada que ia ao norte de Beer Sheva, parece fazer parte de uma grande propriedade, que incluía uma igreja, prédios residenciais e armazéns, uma grande cisterna, um edifício público e piscinas cercadas por fazendas. Presume-se que uma das estruturas serviu como uma pousada para viajantes que visitaram o lugar.

 

Fonte: Ministério de Turismo de Israel